Como resultado de amplo debate com entidades médicas e o meio acadêmico, o Ministério da Educação começa a implantar no Brasil um novo conceito de Residência Médica. Nele, o enfoque tecnicista e a visão que prioriza exclusivamente aspectos tecnológicos da medicina perdem espaço. A idéia da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do MEC é revisar os currículos de todas as especialidades médicas para valorizar, acima de tudo, os princípios humanísticos da assistência à saúde, além das particularidades regionais, com ênfase, simultaneamente, na promoção de saúde, na prevenção, na eficácia do diagnóstico e do tratamento, na reabilitação e reintegração à sociedade.
Na prática, a CNRM já deu os passos iniciais para a revisão completa do currículo da residência médica. Algumas especialidades, como a Neurocirurgia, a Ginecologia e Obstetrícia, a Cirurgia Geral e a Ortopedia, iniciaram o projeto de adequação do ensino às demandas atuais básicas para um melhor atendimento aos pacientes e para o eficiente exercício social da medicina. É possível dizer que foram espécies de precursoras desse grande movimento que objetiva oferecer à assistência médica uma face mais moderna e, ao mesmo tempo, muito mais humanizada.
Os desafios da reforma que ora começa realmente são enormes, especialmente se levarmos em consideração que temos 53 especialidades médicas reconhecidas pela Comissão Mista de Especialidades, órgão formado pelo Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e CNRM. E também pela flexibilidade que se pretende oferecer aos currículos de cada uma delas, de forma a garantir as adequações necessárias para contemplar características regionais de um país continental como o Brasil.
Fonte: Sociedade Paulista de Radiologia
http://www.spr.org.br/interna.aspx?pagid=ITKCRPUP
