A radiologia digital é uma técnica de aprimoramento da radiologia convencional, que utiliza o mesmo meio de contraste o bário. Seu tempo de duração pode variar de 15 minutos a duas horas, ou seja, é exatamente igual ao que se leva para fazer o exame de trânsito intestinal ou o de enema opaco, no caso das doenças inflamatórias intestinais.
As radiografias digitais, no entanto, são tecnicamente melhores, pois as imagens, justamente por serem digitais, podem ser “trabalhadas” em termos de brilho e contraste nas estações de trabalho. “Os exames feitos na radiologia digital são os mesmos da radiologia convencional. A qualidade das imagens, porém, é uniforme”, diz o Dr. Manoel de Souza Rocha, médico do Hospital Sírio Libanês e do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Numa analogia simplista, pode-se dizer que é mais ou menos o que ocorreu com a fotografia que, de uns anos para cá, evoluiu para as máquinas digitais, com excelentes recursos para melhorar a qualidade das fotos. Em uso no Brasil já há cerca de cinco anos, a radiologia digital aprimorou os exames da radiologia convencional, reproduzindo as mesmas etapas.
Entretanto, a eficácia diagnóstica desses exames depende muito mais de outros fatores, como a dedicação do profissional radiologista durante a realização do exame e o conhecimento que ele tem da doença. “Outro ponto que se destaca é a necessidade de o médico que está pedindo este exame mencionar exatamente o que deseja e quais são suas dúvidas clínicas.
Fonte: Comunidade Virtual Doenças Inflamatórias Intestinais
http://cvdii.bireme.br/tiki-read_article.php?articleId=184
